Saúde reprodutiva
Recupere sua faísca: um guia acolhedor sobre a libido baixa
Se o seu desejo de intimidade diminuiu, saiba de uma coisa: não há nada de errado com você. A libido baixa é muito comum na transição hormonal, e não é só uma questão de hormônios. É o resultado de mudanças físicas, emocionais e psicológicas acontecendo todas ao mesmo tempo.
O que está acontecendo no seu corpo (e na sua mente)?Mudanças hormonais: a testosterona, seu principal hormônio sexual, diminui naturalmente com a idade. As oscilações do estrogênio também podem reduzir o fluxo sanguíneo e a sensibilidade vaginal.
Coisa demais ao mesmo tempo: calorões, sono ruim, ansiedade, fadiga. É difícil entrar no clima quando o seu corpo só está tentando chegar ao fim do dia.
Mudanças na imagem corporal: o ganho de peso ou as alterações na pele podem afetar o quanto você se sente confiante e conectada com o seu corpo.
Desconforto vaginal: se o sexo passou a doer por causa do ressecamento ou da irritação, seu cérebro pode começar a evitá-lo para proteger você.
Dicas práticas para se reconectar:
Amplie a sua ideia de intimidade: a libido não se resume à penetração. Concentre-se em reconstruir a conexão e o prazer de outras formas.
Experimente: reserve 15 minutos de conexão sem pressão, como ficar abraçados, fazer carinho devagar ou conversar na cama. O objetivo é estar presente, não ter desempenho.
Priorize o controle do estresse: o cortisol alto joga contra os hormônios sexuais. Quando o seu corpo está no modo “luta ou fuga”, ele não tem interesse no modo “descansar e digerir” (nem na reprodução).
Experimente: reserve de propósito um tempo para atividades relaxantes, seja uma caminhada na natureza, um banho ou exercícios de respiração profunda. Acalmar o sistema nervoso abre caminho para o desejo.
Fale sobre isso (com delicadeza): uma conversa aberta pode reduzir a tensão e criar intimidade por si só.
Experimente: diga com sinceridade “Meu corpo está passando por muitas mudanças agora”, em vez de “Não sinto mais atração por você”. Não se trata de culpa, e sim de atravessar a mudança juntos.
Um nutriente surpreendente para o seu desejo sexual
Os hormônios são só uma parte da história, e a alimentação também tem um papel importante.
Por que o zinco?
O zinco é uma peça-chave na produção dos hormônios sexuais, principalmente da testosterona. Embora ela costume ser chamada de hormônio “masculino”, as mulheres precisam dela para:
- A disposição
- A vitalidade
- A libido
- O zinco também ajuda o corpo a equilibrar o estrogênio e a testosterona, mantendo os dois em um ritmo mais saudável.
Como obter mais zinco:
Primeiro, a comida: entre as melhores fontes estão ostras, carne vermelha, sementes de abóbora, lentilha, grão-de-bico e castanha-de-caju.
Suplementos (se precisar): procure uma dose moderada de picolinato de zinco ou bisglicinato de zinco. Converse sempre com seu profissional de saúde antes de incluir um suplemento novo.
Não são só os hormônios: a conexão entre o cérebro e o corpo no desejo
Muitas vezes ouvimos que os hormônios são os culpados pela libido baixa e, embora eles importem, o seu cérebro é o órgão sexual mais poderoso que você tem.
A Dra. Emily Nagoski, autora de Come As You Are, explica isso com o conceito de “modelo de controle duplo”, algo como um carro com acelerador e freio.
Os aceleradores (o que excita você)
O que diz “sim” para o seu cérebro: sentir-se segura, ser tocada com carinho, sentir-se conectada ou até ler uma história sensual.
Os freios (o que tira o seu desejo)
O que diz “não”: o estresse, o ressentimento, a fadiga, as preocupações com a imagem corporal ou até só uma mente acelerada.
Durante a transição hormonal, os freios muitas vezes ficam mais pesados. O objetivo não é forçar o acelerador, e sim aliviar aos poucos a pressão nos freios. Quando o seu sistema nervoso se sente estável e seguro, o desejo tem espaço para voltar.
